Calculadora de frequência cardíaca máxima e zonas de treino
Informe o sexo e a idade e veja na hora a frequência cardíaca máxima estimada por 6 equações publicadas e as zonas de treino do ACSM em batimentos por minuto. Com a frequência cardíaca de repouso, também pela reserva, o método de Karvonen. Grátis e sem cadastro.
Atualizado em
Com ela, você vê também as zonas pela reserva.
De um teste de esforço máximo. Substitui as equações.
Resultado
- Frequência cardíaca máxima
Para ver o resultado, informe: sexo e idade.
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Esta calculadora estima a frequência cardíaca máxima (FCmáx) a partir da idade, por 6 equações publicadas, e converte as 5 intensidades do ACSM em batimentos por minuto: pela porcentagem da FCmáx e, com a frequência cardíaca de repouso, pela porcentagem da reserva, o método de Karvonen. Uma equação que usa só a idade tem um erro típico de 7 a 11 bpm (Robergs e Landwehr, 2002): se você tiver a FCmáx medida em um teste de esforço máximo, informe esse valor, que substitui as equações. As zonas são uma aproximação: em 2025, o ACSM e a ESSA concluíram que não podem recomendar a % da FCmáx nem a % da reserva para definir a intensidade, porque porcentagens fixas não colocam cada pessoa na mesma zona. É para adultos: a calculadora aceita idades a partir de 18 anos, e Robergs e Landwehr desaconselham essas equações para crianças de até 10 anos.
Como é calculado
Como medir
A idade é em anos. A FC de repouso é medida depois de pelo menos 10 minutos em repouso: conte os batimentos no pulso ou no pescoço durante um minuto inteiro, ou durante 30 segundos e multiplique por 2 (MedlinePlus). A FCmáx medida é a mais alta registrada em um teste de esforço máximo. Segundo Robergs e Landwehr (2002), uma medição assim fica a cerca de 2 bpm do valor real, se a pessoa chegar de fato ao esforço máximo.
Frequência cardíaca máxima
Cada equação estima a FCmáx só a partir da idade, em anos. A calculadora usa a de Tanaka como padrão e só mostra a de Gulati para mulheres, porque ela foi criada só com mulheres. Com uma FCmáx medida, é a medida que entra nas zonas.
- Fox (1971): FCmáx = 220 − idade
- Tanaka (2001): FCmáx = 208 − 0,7 × idade
- Gellish (2007): FCmáx = 207 − 0,7 × idade
- Gulati (2010): FCmáx = 206 − 0,88 × idade
- Nes (2013): FCmáx = 211 − 0,64 × idade
- Inbar (1994): FCmáx = 205,8 − 0,685 × idade
Uma equação que usa só a idade tem um erro típico de 7 a 11 bpm (Robergs e Landwehr, 2002). A amostra e a validade de cada uma estão mais abaixo, em “Amostra e validade de cada equação”.
Pela FCmáx e pela reserva (Karvonen)
Pela FCmáx, cada zona é uma porcentagem da FCmáx. Pela reserva, que é a FCmáx menos a FC de repouso, soma-se à FC de repouso uma porcentagem dessa reserva: é o método de Karvonen (Karvonen, Kentala e Mustala, 1957), descrito também por Karvonen e Vuorimaa (1988) e por Robergs e Landwehr (2002).
- Pela FCmáx: FC = % × FCmáx
- Reserva = FCmáx − FC de repouso
- Pela reserva: FC = FC de repouso + % × reserva
A porcentagem entra como fração: 0,7 para 70%.
Zonas do ACSM
As 5 zonas são as intensidades do ACSM (2020), como aparecem na Tabela 1 da declaração do ACSM e da ESSA de Bishop e colegas (2025):
| Intensidade | % da FCmáx | % da reserva |
|---|---|---|
| Muito leve | menos de 57% | menos de 30% |
| Leve | 57 a 63% | 30 a 39% |
| Moderada | 64 a 76% | 40 a 59% |
| Vigorosa | 77 a 95% | 60 a 89% |
| Quase máxima | 96% ou mais | 90% ou mais |
Em bpm, cada zona começa no primeiro batimento inteiro do seu limite e termina um batimento antes da seguinte; a quase máxima termina na FCmáx. Em relação a Garber e colegas (2011), um limite mudou: exatamente 76% da FCmáx era vigorosa e passou a ser moderada. A Tabela 1 da declaração traz “≥ 86%” na quase máxima, um erro de digitação: a vigorosa termina em 95%, e Garber e colegas trazem 96%.
A mesma declaração conclui que não pode recomendar a % da FCmáx nem a % da reserva para definir a intensidade, porque porcentagens fixas não colocam cada pessoa na mesma zona metabólica, e recomenda, com cautela, a percepção de esforço como apoio. Por isso, as zonas desta página são uma aproximação.
Exemplo
Uma mulher de 40 anos, com FC de repouso de 60 bpm. A FCmáx pelas 6 equações:
| Fox (1971) | 180 bpm |
|---|---|
| Tanaka (2001) | 180 bpm |
| Gellish (2007) | 179 bpm |
| Gulati (2010) | 171 bpm |
| Nes (2013) | 185 bpm |
| Inbar (1994)Criada só com homens | 178 bpm |
Com a de Tanaka (2001), 180 bpm, e uma reserva de 120 bpm, as zonas ficam assim:
| Intensidade | Pela FCmáx | Pela reserva |
|---|---|---|
| Muito leve | até 102 | até 95 |
| Leve | 103 a 115 | 96 a 107 |
| Moderada | 116 a 138 | 108 a 131 |
| Vigorosa | 139 a 172 | 132 a 167 |
| Quase máxima | 173 a 180 | 168 a 180 |
A 70%, por exemplo, dá 126 bpm pela FCmáx e 144 pela reserva: com a mesma porcentagem, a reserva sempre dá mais, porque parte da FC de repouso.
Mais sobre a calculadora
Fox (1971)
- FCmáx = 220 − idade
A fórmula mais conhecida. Ela não saiu de uma regressão: é uma reta traçada perto dos dados de cerca de 11 fontes, segundo Robergs e Landwehr, que leram o original. Cruza com a de Tanaka aos 40 anos (as duas dão 180 bpm); acima disso dá menos, e Tanaka e colegas concluem que ela subestima a FCmáx dos mais velhos.
Estudos: Fox, Naughton e Haskell (1971); Robergs e Landwehr (2002); Tanaka, Monahan e Seals (2001).
Tanaka (2001)
- FCmáx = 208 − 0,7 × idade
Uma meta-análise de 351 estudos, 492 grupos e 18.712 pessoas. Os autores não encontraram diferenças entre homens e mulheres nem com o nível de atividade física. Na validação em laboratório, com 514 pessoas saudáveis, deu 209 − 0,7 × idade, uma equação que a calculadora não usa.
Estudo: Tanaka, Monahan e Seals (2001).
Gellish (2007)
- FCmáx = 207 − 0,7 × idade
Um estudo longitudinal: 132 pessoas dos dois sexos, com 908 testes de esforço máximo feitos entre 1978 e 2003. Fica 1 bpm abaixo da de Tanaka em todas as idades.
Estudo: Gellish et al. (2007).
Gulati (2010)
- FCmáx = 206 − 0,88 × idade
Criada só com mulheres: 5437, sem sintomas, com média de 52 anos (desvio padrão de 11), em um teste máximo limitado pelos sintomas. Por isso, a calculadora só a mostra para mulheres.
Estudo: Gulati et al. (2010).
Nes (2013)
- FCmáx = 211 − 0,64 × idade
3320 adultos saudáveis do estudo HUNT, testados em 2007 e 2008, com erro típico de 10,8 bpm. Os autores não encontraram interação com o sexo, a atividade física, o VO2máx ou o IMC.
Estudo: Nes et al. (2013).
Inbar (1994)
- FCmáx = 205,8 − 0,685 × idade
1424 homens saudáveis de 20 a 70 anos, em esteira com carga crescente até o máximo voluntário. A inclinação está no resumo do artigo; o intercepto, 205,8, em duas fontes revisadas por pares que concordam. Robergs e Landwehr a consideram a equação geral mais precisa, mas com um erro (6,4 bpm) ainda grande demais. Como foi criada só com homens, para mulheres a calculadora a mostra com uma observação.
Estudos: Inbar et al. (1994); Robergs e Landwehr (2002); Lach et al. (2021).
- Robergs RA, Landwehr R (2002). The surprising history of the "HRmax=220-age" equation. J Exerc Physiol Online 5(2):1-10.
- Bishop DJ, Beck B, Biddle SJH, Denay KL, Ferri A, Gibala MJ, Headley S, Jones AM, Jung M, Lee MJ, Moholdt T, Newton RU, Nimphius S, Pescatello LS, Saner NJ, Tzarimas C (2025). Physical activity and exercise intensity terminology: a joint American College of Sports Medicine (ACSM) expert statement and Exercise and Sport Science Australia (ESSA) consensus statement. Med Sci Sports Exerc 57(11):2599-2613.
- MedlinePlus (2025). Pulse. U.S. National Library of Medicine, Medical Encyclopedia (review date 2025-01-01).
- Fox SM, Naughton JP, Haskell WL (1971). Physical activity and the prevention of coronary heart disease. Ann Clin Res 3(6):404-432.
- Tanaka H, Monahan KD, Seals DR (2001). Age-predicted maximal heart rate revisited. J Am Coll Cardiol 37(1):153-156.
- Gellish RL, Goslin BR, Olson RE, McDonald A, Russi GD, Moudgil VK (2007). Longitudinal modeling of the relationship between age and maximal heart rate. Med Sci Sports Exerc 39(5):822-829.
- Gulati M, Shaw LJ, Thisted RA, Black HR, Bairey Merz CN, Arnsdorf MF (2010). Heart rate response to exercise stress testing in asymptomatic women: the St. James Women Take Heart Project. Circulation 122(2):130-137.
- Nes BM, Janszky I, Wisløff U, Støylen A, Karlsen T (2013). Age-predicted maximal heart rate in healthy subjects: the HUNT fitness study. Scand J Med Sci Sports 23(6):697-704.
- Inbar O, Oren A, Scheinowitz M, Rotstein A, Dlin R, Casaburi R (1994). Normal cardiopulmonary responses during incremental exercise in 20- to 70-yr-old men. Med Sci Sports Exerc 26(5):538-546.
- Lach J, Wiecha S, Śliż D, Price S, Zaborski M, Cieśliński I, Postuła M, Knechtle B, Mamcarz A (2021). HR max prediction based on age, body composition, fitness level, testing modality and sex in physically active population. Front Physiol 12:695950.
- Karvonen MJ, Kentala E, Mustala O (1957). The effects of training on heart rate; a longitudinal study. Ann Med Exp Biol Fenn 35(3):307-315.
- Karvonen J, Vuorimaa T (1988). Heart rate and exercise intensity during sports activities. Practical application. Sports Med 5(5):303-311.
- Garber CE, Blissmer B, Deschenes MR, Franklin BA, Lamonte MJ, Lee IM, Nieman DC, Swain DP (2011). American College of Sports Medicine position stand. Quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory, musculoskeletal, and neuromotor fitness in apparently healthy adults: guidance for prescribing exercise. Med Sci Sports Exerc 43(7):1334-1359.
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